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Mercado de trabalho para mulheres: conheça 4 maiores desafios

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As mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço na sociedade. O mercado de trabalho para mulheres, no entanto, ainda é desigual e cheio de inconvenientes. Elas ganham menos, sofrem mais com assédio e encaram uma segunda jornada de trabalho ao chegar em casa. Em meio a esse cenário, é importante conhecer quais são as maiores adversidades sociais tanto para enfrentá-las no cotidiano, quanto para combatê-las.

Para se inteirar sobre os principais desafios enfrentados por mulheres no mercado de trabalho, continue acompanhando este artigo! Traremos apenas 4 dos muitos problemas enfrentados para incentivar o debate e a reflexão.

1. Desigualdade salarial

A desigualdade de gênero não acontece somente nas interações sociais fora do trabalho. Para as mulheres, ela também significa que o mesmo trabalho vale menos dinheiro apenas por ser uma funcionária do sexo feminino. Considerando-se que 39% dos lares brasileiros têm como chefe de família uma mãe solo, o prejuízo das mulheres é também passado para as famílias.

A lei brasileira não permite a diferenciação dos empregados pelo gênero, mas, mesmo assim, isso ainda acontece. As empresas infratoras podem ser responsabilizadas por esse tipo de conduta, mas para isso é necessário que seja feita a denúncia às autoridades como o Ministério Público do Trabalho (MPT). A colaboradora prejudicada também pode pedir a equiparação salarial em ação trabalhista.

2. Assédio

As mulheres estão muito mais sujeitas ao assédio em suas relações de trabalho. Isso se deve a diversos fatores:

  • a cultura machista de nossa sociedade, que encara como algo aceitável as investidas sexuais indesejadas;
  • a visão preconceituosa do mercado de trabalho para mulheres, que não as enxergam como profissionais;
  • a prevalência de homens em cargos de chefia;
  • a falta de adoção de medidas de combate ao assédio pelas empresas, que muitas vezes adotam uma política de silenciamento sistemático das queixas das mulheres.

É importante salientar que assédio sexual é crime previsto no artigo 216-A do Código Penal. Assim, é fundamental atenção à atitude de colegas e superiores e também oferecer apoio às vítimas. As denúncias são essenciais para a responsabilização dos culpados.

3. Maternidade

Por puro preconceito, a maternidade é encarada como um problema para a carreira das mulheres, enquanto a paternidade parece não fazer nenhuma diferença. Presume-se que as mulheres faltarão ao trabalho ou serão menos comprometidas por ter filhos em casa.

Deixar de contratar uma mulher por ser mãe é discriminatório e punível com multa. Pressionar as colaboradoras para que elas não exerçam seus direitos reprodutivos também é uma prática abusiva e que configura assédio moral.

4. Falta de representatividade

Muitos dos problemas enunciados acima seriam resolvidos ou ao menos reduzidos se existissem mais mulheres em posições de comando. A falta de representatividade causa a perda de perspectiva das empresas, desmotiva as colaboradoras e também impede que sejam tomadas medidas pelo fim da desigualdade.

Outro fato relevante é que o prejuízo das empresas não é só moral, mas econômico: estudos apontam que empresas que têm mulheres em cargos de liderança são mais lucrativas.

A luta por igualdade passa por uma mudança no mercado de trabalho para mulheres. Para que as coisas realmente evoluam, é necessário enxergar os problemas e discutir soluções, nas organizações e na sociedade como um todo.

As mulheres conscientes de seus direitos têm mais condições de impor limites e buscar a reparação em caso de danos ocasionados pela discriminação de gênero.

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