fbpx

Inseminação artificial em casa: quais os direitos de um casal de lésbicas?

inseminação artificial em casa
4 minutos para ler

A inseminação artificial em casa é um procedimento de fertilidade, que vem se popularizando entre os casais lésbicos, nos dias atuais. Isso porque é mais simples, necessitando apenas de uma seringa comum, comprada em farmácia.

Além disso, é preciso de um doador de sêmen, o qual vai ser injetado na futura mãe, por meio da seringa. O tema é polêmico e muito complexo. Para ajudar-lhe a entendê-lo melhor, fizemos este post. Fique conosco e tire suas dúvidas!

O que diz a legislação sobre inseminação artificial?

É fato que a lei garante a todos o direito de constituir família, caso queiram. Entretanto, algumas mulheres não conseguem engravidar pelos meios naturais, precisando tentar métodos da reprodução assistida. Tais métodos não são cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou planos de saúde particulares.

Ocorre que, por força da Lei nº 11.935, os planos de saúde tornaram-se obrigados a cobrirem questões referentes ao planejamento familiar. Contudo, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) passou a considerar somente as hipóteses de laqueadura, vasectomia e implantação de DIU.

Assim, a inseminação artificial ficou esquecida pela lei e sua regulamentação, sendo necessário recorrer ao Poder Judiciário para analisar o caso concreto e, dependendo da situação, obrigar o plano de saúde a cobrir o procedimento.

Como funciona a doação do material?

Antes de doar o material, o doador é submetido a exames, como sorológicos, Zika-vírus e outras doenças infectocontagiosas. Após, a pessoa doadora passa pelo preparo, evitando ejaculações entre 2 e 7 dias.

A coleta é realizada nas dependências de clínicas especializadas. Quando acontece a inseminação artificial caseira, a coleta pode ser feita na casa da mãe que vai receber o material.

Ademais, coletado o material, acontecerá um processamento para saber a qualidade e a quantidade do esperma, sendo preservado em tanques de nitrogênio líquido, aguardando o uso.

Cabe ressaltar que apenas o material do paciente que disser que quer ser doador pode ser utilizado em reproduções assistidas. O doador precisa ter entre 18 e 50 anos e ser saudável, comprovando isso por meio de testes médicos.

Quais os custos da inseminação artificial?

O valor da inseminação artificial varia de acordo com a cidade e o estado. Logo, é possível que, em São Paulo, o procedimento seja mais caro que em Belo Horizonte.

Em média, a inseminação artificial custa entre R$ 1.500 e R$ 3.000. Esse tratamento inclui consultas, recolhimento e tratamento de material e inserção no útero, que valem entre R$ 500 e R$ 2.000. Ainda, é essencial a injeção de hormônios, os quais custam R$ 1.000.

Devido aos valores, muitos têm investido na inseminação artificial em casa, em especial os casais lésbicos, já que o valor é quase R$ 0.

É fato que os bebês concebidos por meio da inseminação artificial em casa serão filhos do casal que recebeu o material do doador, podendo não ter contato com esse ao longo da vida.

Portanto, é importante estar preparado para tomar essa decisão, pois aumentar a família e ter uma criança muda sua rotina, seus objetivos e toda a sua vida. Assim, deve-se considerar o procedimento e valores que envolvem a inseminação artificial. Se o casal lésbico decidir por uma inseminação artificial em casa, recomenda-se cuidado ao realizar tal procedimento e felicidades, em caso de efeito positivo.

Gostou deste post sobre inseminação artificial em casa? Então, assine nossa newsletter e receba outras informações no seu e-mail!

Você também pode gostar

Deixe uma resposta

-